Introdução
Bom, como vocês podem perceber, minha atenção está toda voltada para a chegada de Final Fantasy XIII nas lojas, o primeiro jogo da série na nova geração de consoles e em desenvolvimento há 4 anos, só uma sentença pode definir Final Fantasy XIII.
“...o RPG mais esperado da nova geração”.
Desenvolvido pela Square-Enix, que por muito tempo foram duas produtoras de jogos separadas, Final Fantasy XIII conta com tudo que não pode faltar no selo “FF” e com outras adições, no mínimo, muito interessantes.
A História
A história do game gira em torno de Cocoon, uma cidade considerada um paraíso por seus habitantes que flutua sobre um mundo conhecido como Pulse.
Para continuar contando a história, é preciso entender sobre as divindades desses mundos, os chamados fal’Cie, seres que foram criados a partir de cristais, um desses fal’Cie é o responsável pela criação de Cocoon. Os fal’Cie tem a habilidade de escolher pessoas e marcá-las com um objetivo, as tornando L’Cie, a essas são dados objetivos - mas essas não são muito claros – e a habilidade de invocar Eidolons (ta aí os summons), porém ser escolhido como um L’Cie pode ser considerado uma maldição, pois se seu objetivo não for cumprido no tempo designado, você passa a se tornar um monstro.
Tendo isso explicado, vamos para o que interessa.
Como em todo bom game, a paz do mundo começa a ser ameaçada quando um fal’Cie temido desperta, ele é o criador de Pulse e começa a mexer com a harmonia desse mundo. Os cidadões de Pulse e Cocoon teme o que pode acontecer. Aí entra Lightning, nossa protagonista, com um passado meio obscuro ela está procurando junto com Sazh pelo fal’Cie de Pulse, que tornou a irmã dela (Sara) em umL'Cie, e como ela não cumpriu seu Focus, ela morreu (foi isso que eu entendi pelos trailers), daí junto vem Snow (líder da Team Nora, que luta contra a opressão de Cocoon sobre Pulse) que estava noivo de Sara e fica furioso por ver ela morrendo após se tornar uma L'Cie, e no conjunto vem mais dois rebeldes, Hope e Vanille. Após provocarem o fal"Cie, os cinco se tornam L'Cies e tem que buscar pelo seu Focus.
Na minha opinião, mesmo sendo uma história dramática, baseada no ódio dos personagens pela morte de Sara, o que leva a todos a se tornarem fal'Cies, é uma das melhores premissas que eu ja vi na série, até agora.
Gameplay
O sistema de batalha é em ATB (Active Time Battle), ou seja, semelhante ao do seu antecessor FFXII, onde os inimigos vagam pela tela e é possível evitá-los, mas ao contrário do game anterior, a batalha ocorre em uma tela separada, após o clássico flash presente na série antes de FFXII. A luta usa os Paradigm Shifts (Gambits 2ª Edição?) para coordenar as ações dos seus outros personagens, e pelos vídeos que foram mostrados até agora, a batalha parece ser bem frenética.
Como em todo Final Fantasy, e como citado anteriormente, é possível invocar Eidolons (summons, eram chamados assim nos FFIX e IV), e esperamos ansiosamente que eles sejam mais úteis que os de FFXII já que agora o uso de Mist Attacks foi banido.
Saindo do sistema de batalha, o resto é o comum em qualquer jogo de RPG, vagar por um cenário com NPC’s e interagir com o ambiente.
Aparência
Simplesmente lindo, é a única coisa que dá pra falar quando você vê qualquer trailer da gameplay ou cutscenes do jogo. Tirando a história melodramática (o que é um alívio depois do bloco de gelo que foi FFXII), o jogo agradou muita gente. Parte dos gráficos parecem ser pré-renderizados em cenários como cidades, o que não acontecia antes, mas eu particularmente não acredito nessa hipótese . De qualquer forma, o design dos mapas e ambientes é genial e inspirador, a criação de um novo universo como o de Cocoon e Pulse deve ter tirado o sono dos produtores e diretores desse jogo, sem contar é claro, com o character design bem bolado presente em todos os jogos da série.
Quanto a música, hum, já tocamos nesse assunto. Enquanto o original score é assinado pelo genial Masashi Hamauzu (de FFX) teremos uma música tema morna da cantora Leona Lewis no ocidente, enquanto o oriente ficou com a melosa Sugawara Sayuri com a música Kimi Ga Irukara, meio estranho ter uma cantora ganhadora de reality show e um compositor de músicas épicas no mesmo game, não? Me cheira a marketing.
Expectativas
Não poderiam ser mais altas, mesmo com a direção do duvidoso (na minha opinião) Motomu Toriyama, que dirigiu...FFX-2.
Pelo menos a produção é de Yoshinori Kitase, que co-produziu Kingdom Hearts 1 e 2 (e também produziu FFX-2...ARGH).
Bom, a verdade é que nenhum jogo da main-stream de Final Fantasy desapontou, e com esse não pode ser diferente, existe uma pressão imensa nesse título e com uma equipe de peso, é difícil sair algo ruim, principalmente com o hardware que eles estão trabalhando.
A Square-Enix decaiu muito e vem lançando títulos decepcionantes, mas eles simplesmente não vão fazer isso com o nosso coração, eu não acredito. Pra mim, Final Fantasy XIII vai ser um dos melhores jogos do próximo ano, e não vai desapontar.
Mesmo com a queda do diretor por histórias mais femininas
Abaixo temos um trailer que saiu na TGS2009 dublado em inglês (sem parabéns pro voice acting, mas também não está horrível). A música que faz feature no trailer é Kimi Ga Irukara, já citada anteriormente.
"When I couldn't see a future, and I was afraid. When the future was clear, and it hurt to see. I just close my eyes and lose myself in happier days..."
Vale lembrar que o game estará disponível para xbox360 e ps3.
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